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Cada um tem seu gosto.
Com algum conhecimento, que a psicanálise me permtiu ao longo desses anos, entendo que “O desejo é sempre o desejo do Outro.” Mas… o que fazer com essa célebre descoberta?

Entender que, por mais que a gente ofereça pacotes de genialidade embrulhados com laço de fita, o que importa é o que quem o recebe encontra ali.

Em um momento em que as pessoas buscam se diferenciar da multidão, tentam personalizar seu perfil, chamar a atenção para suas fotos, vídeos, palavras, no mundo virtual – que eu aliás insisto em dizer: torna todos nós um pouco mais artistas -, é preciso saber encontrar a medida certa.

Ontem eu participei da última aula do curso que fiz com o professor Vinícius Andrade Pereira, sobre comunicação, consumo e afetos na Cibercultura – excelente, por sinal – e saí bastante convicta da minha opinião: é preciso reinventar, inovar e repensar os modelos de negócios, os modelos de ensino, os modelos de comportamento, diante de uma sociedade tão fragmentada e em busca constante de identificação.

Chega perto da resposta aquele que consegue pensar além do modelos tradicionais, que consegue retroceder, criar e convencer. Tudo ao mesmo tempo, ontem.

Escrevo pouco ainda, somente o necessário, apenas um primeiro lampejo do meu pensamento.